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A história do Jornal Correio do Pará “O nosso Jornal”,
no Município de Parauapebas/PA começou a se desenhar
em 1º de outubro de 1998, quando sua primeira edição
foi às ruas, sob a direção de Marcel Nogueira
e Flávio Sacramento. Antes esse mesmo jornal tinha o nome de
Correio Popular, o qual tinha Flávio Sacramento e Wilson Rebelo à sua
frente, os quais eram sócios do empreendimento jornalístico.
Mas esse periódico circulara apenas oito edições,
vindo à sociedade se desfazer, ficando então Flávio
impedido por questões burocráticas de continuar circulando
o jornal com o nome de origem.
Foi a partir desse impasse, que Flávio convidou seu amigo Marcel
que trabalhava na Câmara Municipal de Parauapebas (CMP), como
assessor parlamentar e era colunista do Correio Popular para juntos
darem continuidade ao projeto jornalístico. Tendo Marcel aceito
ao convite que considerara, naquela época ser desafiador por
a idéia de se fazer “jornal” ser muita nova no município
e os munícipes não terem muito hábito de ler jornais
impressos, o que segundo ele, os oito primeiros meses de existência
do Correio do Pará, distribuiram-se exemplares gratuitamente. “Tivemos
que ensinar o pessoal a ler jornais, depois tivemos que ensiná-los
a comprar”, relata.
O Correio do Pará nasceu em meio às eleições
presidenciais, com a reeleição de Fernando Henrique Cardoso
(PSDB) á Presidência da República e Faisal Salmem
(PSDB) a deputado estadual em Parauapebas e no primeiro mandato da
ex-prefeita Ana Isabel Mesquita (PTB), adotando uma atitude moderada
em relação à administração municipal.
O processo de circulação do Correio nas ruas ocorreu
inicialmente quinzenal, passando a circular posteriormente decenal,
depois semanal e por último bisemanal, isso no ano de 2002,
com 12 páginas até fevereiro de 2004. As edições
eram editadas pela Tipografia e Papelaria Anagráfica Ltda, com
tiragem de aproximadamente 3.000 exemplares. O projeto gráfico
era elaborado por Cláudio Feitosa, atual
Secretário de Comunicação da Prefeitura Municipal de Parauapebas
(PMP).
Também em 2002, o Correio passou a contar com um parque gráfico
próprio, inaugurando-o dentro de seu espaço físico, agilizando
dessa forma o serviço de impressão e até mesmo de circulação
nos Municípios de Eldorado dos Carajás, Curionópolis, Canaã dos
Carajás e no próprio município de Parauapebas.
A sociedade de Flávio e Marcel rompeu-se no final de 2004, quando
Marcel vendeu sua parte inerente a 50% a Flávio, e montou o seu próprio
Jornal, pois estava a fim de começar um novo empreendimento.
A partir desse momento, a editoria que era de responsabilidade de Marcel ´passou
para o repórter Domingos Cardoso, estudante de Comunicação
Social, habilitação em Jornalismo pela UFPA, em Parauapebas, e
que faz também reportagens,
sendo que trabalham consigo na busca de informações quatro repórteres.
O Correio do período 1998 a 2005 passou por uma série de
reformulações como número de páginas, quadro de profissionais
e outras, sendo que atualmente a sua parte física é composta de
16 páginas. Ele é administrado por Flávio Sacramento, Fábio
Sacramento e William Bayerl, com tiragem de aproximadamente 4.000 cópias,
em que o exemplar é vendido a R$ 1.50 nas bancas de revistas e jornais,
como também nas ruas, por meninos.
Embora não apresente tantas seções como os jornais das grandes
cidades, o Correio apresenta algumas seções como cidade, negócios,
sociedade, polícia, variedades e crônica que é escrita por
Cláudio de Moura Reis. Há também editorias de charge e fotografias
na parte social.
O Correio circula as terças e sextas feiras e tem 1500 assinantes
que recebem regularmente as edições, além de ser o primeiro
no município a inserir-se na era virtual, no início deste ano,
em que as informações dos periódicos estão disponíveis
no site www.correiodopara.com.br. Estima-se que cerca de 20.000 pessoas o lê.
A receita que sustenta o Correio provém de anúncios publicitários,
vendas dos periódicos e “parcerias” com as Prefeituras de
Eldorado dos Carajás, Canaã dos Carajás e Parauapebas.
Em 7 anos de existência, o Correio vem ajudando a construir a história
da imprensa de Parauapebas, em que na sua redação já passaram
inúmeros repórteres, que deixaram suas contribuições,
entre estes Luiz Bezerra, Tálita Baena, Ariana Rodrigues, Valdenilson
Popó Costa, Caetano Silva, e outros.
A linha adotada pelo Correio, nesse espaço de tempo foi primar pela
veracidade dos fatos, ganhando credibilidade, firmando assim como o mais conceituado
do município, em meio ao mercado competitivo, quando se têm na cidade
mais cinco jornais concorrentes
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03/07/2008
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